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domingo, 10 de junho de 2018

Além do arco-íris: quem vai buscar os 250 mil votos LGBTI no DF?

Decididos a quebrar paradigmas, militantes da causa querem deixar o anonimato e assumir o protagonismo na luta pela igualdade de direitos

Mesmo como parte expressiva da população do DF, lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, transgêneros e pessoas intersexuais (LGBTIs) não revertem a força na hora da busca pelo próprio voto. Para se ter ideia, estima-se que de 10% a 12% dos cidadãos do Distrito Federal integrem a comunidade – o equivalente a cerca de 360 mil pessoas. Se a proporção for convertida em eleitores cadastrados no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF), quase 250 mil brasilienses habilitados ao voto compõem o segmento LGBTI no Distrito Federal.
O número significativo não daria para eleger um senador, mas conseguiria, com folga, garantir uma cadeira de deputado federal pelo DF, por exemplo. Mais votado das últimas eleições, o coronel da reserva da Polícia Militar Alberto Fraga (DEM) convenceu 155.056 eleitores (10,66% dos votos válidos) a escolherem ele como candidato à Câmara dos Deputados. O menos votado da bancada distrital, Laerte Bessa (PR), angariou 32.843 votos (2,26%).
Apesar de representarem grande fatia da população politicamente ativa, os LGBTI nunca elegeram, no Distrito Federal, um único mandatário integrante da comunidade e socialmente assumido. Contudo, lembram o trabalho da deputada federal Erika Kokay (PT), militante de direitos humanos no Congresso Nacional, como defensora das causas das chamadas minorias.
No cenário local, no entanto, pode-se dizer que há pouco interesse dos mandatários em levantar a voz em defesa dessa parte da população, seja nas instituições ou mesmo como plataforma de campanha eleitoral.
Desde o último dia 29, o Metrópoles tenta ouvir os pré-candidatos ao Governo do Distrito Federal sobre as propostas de cada um deles direcionadas à comunidade, mas nenhum dos nomes de partidos mais representativos se dispôs a discutir as reivindicações de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros.
O silêncio é resultado da força de religiões conservadoras nas eleições, não só no DF, mas também no país. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os evangélicos já representam mais de um quarto da população do DF (26,8%), ou seja, mais de 800 mil pessoas – um número considerável, se comparado à população LGBTI. Nesse cenário, o que pesa é a lógica matemática.
Apesar disso, a comunidade acredita que a esperança não está completamente perdida. Ao menos seis nomes levantados pela reportagem pretendem erguer neste ano a bandeira a favor da diversidade. O desafio pode ser considerado legítimo: todos os postulantes são assumidos, ativistas e muito se orgulham de representarem a categoria, caso conquistem o esperado mandato.
Dos nomes levantados pela reportagem, apenas uma pré-candidata decidiu estrear na política como candidata à Câmara dos Deputados. Os demais vão tentar cadeira na Câmara Legislativa. A decisão só será formalizada nas convenções partidárias realizadas até o início de agosto.
A despeito da determinação de enfrentar o teste das urnas, todos foram unânimes em reconhecer a dificuldade. Mesmo assim, miram no convencimento do eleitor da própria comunidade para que conquistem o voto de confiança na defesa das causas LGBTI.
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