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sexta-feira, 22 de junho de 2018

Com problemas de gestão, CEB repassa prejuízo para os brasilienses

Aumento médio de 8,81% entra em vigor nesta sexta (22/6). O reajuste foi solicitado pela companhia, que gastou além do previsto


Entra em vigor nesta sexta-feira (22/6) o reajuste extraordinário da tarifa de energia cobrada pela Companhia Energética de Brasília (CEB). Agora, a conta de luz dos brasilienses vai ficar, em média, 8,81% mais cara. O aumento repassa aos consumidores o rombo de R$ 200 milhões nas contas da estatal – causado, segundo a empresa, pela crise hídrica.
A seca em diversas regiões do país fez o preço nas hidrelétricas e termelétricas superar a previsão orçamentária da distribuidora. Em outras palavras, o planejamento da CEB falhou, o rombo se somou a problemas de gestão e, agora, quem paga a fatura é a população. A companhia atende cerca de 1,05 milhão de unidades consumidoras em todo o Distrito Federal.
Trata-se do segundo aumento da tarifa em menos de um ano. Em outubro de 2017, o reajuste foi de 8,46% – muito acima da inflação registrada no período, de 2,48%. A revisão extraordinária foi aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na última quarta-feira (20).

O reajuste na conta de luz é o quinto durante a gestão de Rodrigo Rollemberg (PSB). De acordo com balanço do gabinete do deputado distrital Chico Vigilante (PT), “os aumentos acumulados chegam a 80%, enquanto a inflação no mesmo período foi de 22%”. O parlamentar protocolou, nessa quarta-feira (20), projeto de decreto legislativo para impedir a aplicação da correção extra. O texto ainda não foi avaliado pelo plenário da Câmara Legislativa do DF.
Apesar de a CEB alegar um gargalo de R$ 200 milhões devido à crise hídrica, a companhia fechou 2017 no azul. De acordo com o resultado financeiro divulgado pela própria estatal, o lucro líquido naquele período ficou em R$ 152,1 milhões. O valor é 35,32% maior do que o apurado em 2016, quando a marca positiva foi de R$ 112,4 milhões.
Além disso, a empresa está pronta para vender R$ 675 milhões do patrimônio, referentes a participações acionárias em esforços de geração de eletricidade. Como revelou a coluna Grande Angular, a CEB comunicou ao mercado de capitais a venda de ações da estatal em cinco empreendimentos de geração de energia nas Regiões Centro-Oeste e Norte.
As hidrelétricas em jogo estão em Minas Gerais, Tocantins e Goiás, e são responsáveis por parte da energia consumida pelos brasilienses. Em alguns casos, a CEB deixará de ser a maior acionista, para não ter qualquer participação nos empreendimentos.
Apesar de ter angariado a maioria dos votos, a proposta da empresa provocou protestos de sócios minoritários. Foram questionadas, por exemplo, as razões de a estatal abrir mão de participação em negócios de geração e comercialização consolidados e lucrativos.
Em maio, quando a CEB pediu à Aneel a revisão tarifária, a concessionária brasiliense alegou estar em “situação de severo desequilíbrio econômico-financeiro, em razão de despesas extraordinárias derivadas da compra de energia e do resultado financeiro envolvido nas liquidações do mercado de curto prazo”.
Outro gasto da empresa que chega à conta paga pelos brasilienses é o contracheque dos servidores. De acordo com o Portal da Transparência do Governo do Distrito Federal, em maio, 27 funcionários da CEB receberam salários mais vantajosos que o do governador Rodrigo Rollemberg (PSB).
O número um do Palácio do Buriti ganha, mensalmente, R$ 23.449. Bem menos do que recebeu um técnico industrial da CEB no mês passado: R$ 78 mil.
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