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sexta-feira, 15 de junho de 2018

Governo Federal fará campanha contra paralisia infantil em agosto

Campanha acontecerá entre os dias 6 e 24. Imunização do público-alvo abaixo da meta e o surgimento de caso na Venezuela acenderam o alerta


Erradicada no Brasil há 28 anos, a poliomielite voltou a ser preocupação do Ministério da Saúde. Isso porque a parcela da população vacinada está abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A cobertura atual é de 77%, bem menos do que os 95% preconizados pela entidade. Para se ter dimensão da falha, no último ano, somente o Ceará atingiu o índice. Para alavancar a média, o governo federal fará campanha nacional de vacinação contra a doença entre 6 e 24 de agosto.

Há dois anos, o Brasil não ultrapassa os 95% de cobertura vacinal. Amazonas, Pará, Amapá, Maranhão, Rio Grande do Norte, Sergipe e São Paulo têm os piores índices. Em 1994, o Brasil recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde o certificado de país livre de poliomielite. O último caso no país aconteceu em 1990.

O Ministério da Saúde admite que a cobertura está “baixa e heterogênea” em todos os estados e que há o “não alcance das metas” preconizadas para vigilância e considera a imunização de “extrema urgência”. No DF, em 2017, a taxa de vacinação ficou em 81,3% da população-alvo. Até o início da campanha, a ordem é que as secretarias estaduais intensifiquem a imunização.

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) divulgou nota técnica ressaltando a necessidade de “atenção redobrada” para a detecção de poliomielite. No documento, a entidade orienta que os pediatras fiquem atentos aos possíveis casos da doença e para a importância de sua adequada investigação.

No Brasil, a vacina da poliomielite faz parte da rotina do Calendário Nacional de Vacinação e é ofertada para crianças aos dois, quatro e seis meses, com reforços aos 15 meses e aos 4 anos. Adolescentes ou adultos que não tomaram todas as doses podem iniciar a imunização imediatamente.

“Enviamos alerta para os estados e municípios sobre a importância de alcançar e manter cobertura vacinal contra poliomielite maior ou igual a 95%, além da necessidade de notificação e investigação imediata de todo caso da doença”, destaca o Ministério da Saúde, em nota.

A preocupação com a doença começou após a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), órgão da Organização Mundial da Saúde (OMS), emitir comunicado confirmando um caso de poliomielite numa comunidade indígena do estado venezuelano Delta Amacuro, ao leste do país. A doença não era registrada havia 29 anos. Uma criança de 2 anos e 10 meses, sem antecedentes de vacinação, adoeceu. Após esse caso, a vigilância epidemiológica encontrou outras ocorrências recentes, também em crianças, em uma comunidade vizinha, que continuam em investigação.

A poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, é uma doença infectocontagiosa viral aguda, caracterizada por um quadro de paralisia flácida de início súbito. A transmissão ocorre de pessoa para pessoa, pela via fecal-oral (mais frequente); por objetos, alimentos e água contaminados com fezes de doentes ou portadores; ou pela via oral-oral, por meio de gotículas de secreções (ao falar, tossir ou espirrar). Não existe tratamento específico — todas as vítimas de contágio devem ser hospitalizadas.

Nova prorrogação

A baixa procura pela vacina levou o Ministério da Saúde a prorrogar a campanha de vacinação contra a gripe. A ação, que acabaria hoje, agora vai até o dia 22, como o Correio adiantou na edição da última terça-feira. É a segunda vez neste ano que o prazo é estendido. As doses estão disponíveis, gratuitamente, em todas as unidades do Sistema Único de Saúde (SUS). Podem receber a vacina pessoas a partir de 60 anos; crianças de seis meses a 5 anos; trabalhadores de saúde; professores; povos indígenas; gestantes; puérperas (até 45 dias após o parto); pessoas privadas de liberdade; e funcionários do sistema prisional. Em todo o país, apenas 77% do público-alvo foi vacinado. O Ministério da Saúde pretende imunizar 54 milhões de pessoas. Desde o início da campanha, em 23 de abril, 42,6 milhões de pessoas foram vacinadas. No DF, 16,5% do público-alvo ainda não se imunizou. No total, 706 mil pessoas devem ser vacinadas.

Fonte: Correio

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