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sábado, 9 de junho de 2018

Invenção de brasiliense faz carro aproveitar água como combustível

Foto: João Stangherlin/Jornal de Brasília 

Aparelho proporciona economia de até 70%. Automóvel passa a funcionar de maneira híbrida e polui menos.


Um aparelho inovador desenvolvido por um empresário brasiliense faz com que o carro economize até 70% de combustível. Marcos Lima, 38 anos, criou um reator que absorve o hidrogênio da água e o transforma em combustível para qualquer tipo de motor de combustão. Com o equipamento, que funciona em qualquer veículo, o automóvel passa a funcionar de maneira híbrida e polui menos o meio ambiente.

Foto: João Stangherlin/Jornal de Brasília
Marcos explica a economia provocada pelo seu kit. “O aparelho separa as moléculas de hidrogênio e elas servem como um aditivo na combustão da gasolina. Normalmente, uma parte do combustível é desperdiçada durante a queima. Mas, com o equipamento, apenas o hidrogênio é jogado fora. A gasolina é 100% aproveitada pelo motor”, esclarece. Ele destaca que essa economia é maior nas estradas. Entretanto, dentro da cidade também é possível perceber os benefícios.


Economia na prática
Em um dos carros usados como protótipo, os benefícios podem ser evidenciados por meio de números. Antes, o automóvel rodava de 7 km a 8 km por litro. Com o kit, chega a 16 km por litro.
Segundo o mecânico especializado em preparo de motor Patrick Cavalcante, o dispositivo traz ganhos para o automóvel. “O reator de hidrogênio, trabalhando em conjunto com o combustível, vai fazer uma limpeza interna no motor. Isso dá mais torque ao carro e aumenta a economia de gasolina”, declara. Ele afirma que o equipamento é de fácil manuseio e pode ser instalado por qualquer mecânico.
Foto: João Stangherlin/Jornal de Brasília
Persistência
Chegar ao resultado final não foi fácil. Marcos trabalhava com biodiesel quando decidiu largar tudo para se dedicar à ideia. “Era muito caro trabalhar com biodiesel, por isso acabei desistindo. Todavia, os conhecimentos que eu aprendi me abriram um leque de possibilidades. Por isso resolvi estudar química, física e eletroquímica, e com o tempo foi surgindo a ideia de criar o reator de hidrogênio”, conta. Foram três anos de dedicação.
Marcos desenvolveu 27 protótipos, que não funcionaram, até conseguir obter sucesso. “Coloquei fogo em carro, explodi muita coisa, gastei dinheiro, duvidaram de mim… até uns meses atrás eu pensava em desistir”, brinca o empresário da área de energia sustentável.
“Não quero salvar o mundo, porém, estou contribuindo para a saúde do planeta de alguma forma. Não é só sobre economizar dinheiro. O mais importante é poluir menos a atmosfera”, destaca. Ele tem o objetivo de desenvolver um novo dispositivo que possibilite uma economia de 90%.
Pode ou não pode?
Segundo Marcos, não existe nenhuma legislação do Departamento de Trânsito (Detran-DF) ou do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) que proíba a utilização do equipamento. “Estamos começando a se concentrar nas vendas. Já foram vendidos quatro equipamentos. O preço do kit chega a R$ 1,2 mil. Mas é um aparelho que dura a vida toda e só precisa de manutenção uma vez ao ano”, afirma.
Procurado pela reportagem, o Denatran informou que não há regulamentação específica para esse tipo de reator. “No entanto, caso o produto altere o combustível ou a potência do veículo, a modificação deve se enquadrar nos termos da Portaria Denatran nº 64/16. Para tanto, deverá ser comprovada a regularidade e segurança da modificação em questão, sendo exigido o CSV (Certificado de Segurança Veicular) expedido por Instituição Técnica Licenciada pelo Denatran e acreditada pelo Inmetro”, esclareceu.

Fonte: Jornal de Brasília

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